Na última sexta-feira, 3 de abril, às 17h, a Diocese de Cajazeiras viveu um dos momentos mais comoventes da Semana Santa: a tradicional Procissão do Senhor Morto. Reunidos na Catedral Diocesana, fiéis, leigos, religiosas, religiosos, diáconos e sacerdotes, juntamente com o bispo diocesano Dom Francisco de Assis, seguiram em caminhada até a Matriz de Nossa Senhora de Fátima, em um percurso marcado por silêncio, oração e profunda reflexão.
A Procissão do Senhor Morto, realizada na Sexta-feira da Paixão, recorda a morte de Jesus Cristo e convida os fiéis a meditarem sobre o mistério do sofrimento redentor. Mais do que uma tradição, este momento expressa a fé de um povo que reconhece, no sacrifício de Cristo, a manifestação maior do amor de Deus pela humanidade. Ao acompanhar simbolicamente o corpo de Jesus, os cristãos são chamados a refletir sobre suas próprias vidas, assumindo com responsabilidade o compromisso de viver o Evangelho no cotidiano.
A celebração foi marcada por intensa participação popular, revelando a devoção e o espírito comunitário da Igreja em Cajazeiras. O ponto alto da noite foi o sermão conduzido por Dom Francisco de Assis, que, durante uma hora e três minutos, conduziu os fiéis a uma profunda meditação sobre a realidade da vida cristã.
Em sua fala, o bispo destacou os desafios enfrentados no dia a dia e a responsabilidade de cada cristão diante das dores do mundo. Inspirado também pelo tema da Campanha da Fraternidade 2026, que aborda a questão da moradia, Dom Francisco convidou a comunidade a refletir sobre a dignidade humana e o direito a uma vida digna:
“Cristo morreu a nossa morte para que nós vivêssemos a sua vida. E viver a vida de Cristo é também assumir o compromisso com os irmãos, especialmente com aqueles que não têm um lar, que não têm onde repousar sua cabeça. Falar de fraternidade é falar de cuidado, de acolhida e de responsabilidade com a vida do outro.”
Encerrando seu sermão, Dom Francisco trouxe ainda um momento de forte expressão cultural e espiritual ao recitar um trecho do poema “A Caminho do Calvário”, do saudoso poeta pernambucano Eugênio Pacelli, envolvendo os presentes em uma atmosfera de profunda emoção e identidade nordestina:
“A caminho do calvário
Com a cruz a carregar
Jesus conversa com a Mãe
Pela mensagem do olhar.
Silêncio e contemplação
Consolam o coração
Na arte de meditar.”
A Procissão do Senhor Morto deste ano ficará marcada na memória dos fiéis como um verdadeiro convite à conversão, à solidariedade e ao mergulho no mistério da paixão de Cristo. Um momento de fé viva, profundamente comovente, que tocou corações e reforçou o compromisso cristão de caminhar com Cristo, especialmente nos caminhos mais difíceis da vida.




































Assessoria de Comunicação | Diocese de Cajazeiras


