Diletos diocesanos, queridos irmãos e irmãs,
O nosso itinerário quaresmal, da Quarta-feira de Cinzas à Quinta-feira da Semana Santa, como bem sabemos, mais que um tempo cronológico marcado pelos ponteiros do relógio, é tempo especial da Graça de Deus em nossa vida, é tempo de conversão.
Para isso, a oração, a penitência e a caridade são setas indicativas, como que norteadoras da direção a seguir para alcançar a meta: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou Santo” (Lv 19,2).
O próprio Cristo recoloca a meta com ainda maior clareza:
“Sede perfeitos, como o Pai Celeste é perfeito” (Mt 5,48).
Caminhar na direção do Senhor
Quaresma é fazer caminho na direção do Senhor. Não se trata apenas de práticas externas, mas de um movimento interior, profundo e sincero, de retorno ao coração de Deus. Por isso, exorto a todos os diocesanos da Diocese de Cajazeiras a viverem com intensidade os propósitos deste tempo santo, porta de oportunidades para a transformação do coração.
Essa transformação nasce:
• Da escuta atenta da Palavra de Deus;
• Da oração perseverante e confiante;
• Da celebração sacramental do perdão;
• Do exercício concreto da caridade.
O profeta Isaías nos recorda:
“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55,6).
A Quaresma é esse “enquanto” de Deus — tempo favorável, ocasião de graça, oportunidade concreta de recomeço.
Amor que transforma
Santo Afonso de Ligório escreve que:
“O Senhor é pródigo em distribuir seus dons, mas sobretudo é pródigo em dar o amor a quem o procura, porque este Amor é o que Ele, mais do que tudo, exige de nós.”
Eis o centro da conversão: o amor.
Converter-se é aprender a amar mais e melhor.
Converter-se é deixar que o coração endurecido se torne sensível.
Converter-se é permitir que Deus ocupe o primeiro lugar em nossa vida.
Um apelo pastoral
Queridos irmãos e irmãs, que nesta Quaresma de 2026 nossas comunidades paroquiais, pastorais, movimentos e serviços vivam intensamente este tempo santo. Que nossas igrejas sejam casas de oração, reconciliação e acolhida. Que cada família se torne pequena igreja doméstica, onde se reza, se perdoa e se partilha.
Não deixemos passar esta graça. O Senhor nos chama à santidade. Ele nos chama à perfeição do amor. Ele nos chama à conversão.
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, nos acompanhe neste itinerário quaresmal, conduzindo-nos à alegria da Páscoa do Senhor.
Com minha bênção e oração,
Dom Francisco de Assis
Bispo Diocesano de Cajazeiras
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