O nome “Jubileu” refere-se a um ano particular. O termo parece derivar do instrumento que se usava para indicar o seu início, o yobel (chifre de carneiro), cujo som anuncia o Dia da Expiação (Yom Kippur), uma data importante para o judaísmo. Esta festa, que acontece anualmente, assume um significado especial quando coincide com o início do ano jubilar.

Na Bíblia, no livro do Levítico (Lv 25, 8-13) é possível encontrar um exemplo disso: o ano jubilar tinha que ser convocado a cada 50 anos. Era uma ocasião para restabelecer uma correta relação com Deus, entre as pessoas e com a criação, e implicava a remissão de dívidas, a restituição de terrenos arrendados e o repouso da terra.

O primeiro Jubileu, também chamado “Ano Santo”, foi proclamado no ano de 1300 pelo Papa Bonifácio VIII. A sua frequência mudou ao longo do tempo: a princípio seria realizado a cada 100 anos, mas, em 1342, o Papa Clemente VI antecipou esse período para 50 anos. O segundo jubileu da história foi realizado em 1350. Tempos depois, o Papa Paulo II, em 1470, determinou o período interjubilário para 25 anos.

O logotipo representa quatro figuras estilizadas para indicar a humanidade dos quatro cantos da Terra. As figuras estão abraçadas uma à outra, para indicar a solidariedade e a fraternidade que unem os povos. O que está à frente está abraçando a cruz, simbolizando a fé que abraça e a esperança que nunca pode ser abandonada.

As ondas que se movem indicam que a peregrinação da vida nem sempre se move em águas tranquilas. A Cruz termina transformando-se em uma âncora, que se impõe ao tumulto das ondas.

Na gíria marítima, a âncora da esperança, é o nome dado à âncora de reserva, utilizada pelas embarcações em manobras de emergência para estabilizar o barco durante as tempestades.

A Cruz curvada para a humanidade apresenta-se como sinal da presença e a segurança da esperança. O logotipo também traz o tema do Jubileu de 2025 com a cor verde: “Peregrinantes em Spem”.

Na manhã deste domingo 29 dezembro de 2024, a Diocese de Cajazeiras-PB deu início às celebrações do Ano Jubilar 2025, proclamado pelo Papa Francisco como o Jubileu da Esperança. O evento teve início às 08h30, com a reunião do clero, religiosos e leigos na Matriz Nossa Senhora de Fátima, de onde partiu uma procissão em direção à Catedral Nossa Senhora da Piedade. A celebração marca o início de um ano dedicado à reflexão e vivência da esperança cristã, tema central deste jubileu, que acontece a cada 25 anos.

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